O que se sabe é na verdade nada, ou muito pouco. Fato mesmo é que achamos muito mais do que sabemos e pensamos muito mais do que realizamos - até mesmo os que nada pensam. Somos aquilo que podemos ser, embora alguns pareçam poder ser muito mais do que são, mas se contentarem em ser tão pouco. O que eu sei, sei só por hoje, de ontem, de tempos atrás. Sei que amanhã saberão bem mais do que eu, ainda que não tenham que ter tanto esforço para saber, e isso por si só já será sinal de que souberam saber mais e melhor. Sabemos, na verdade, que nem a verdade conhecemos direito e que não conhecemos o que achamos conhecer. Eu mesmo nem sei o porque de escrever o que agora escrevo aqui sem saber, sabendo que alguém talvez irá ler e dizer vários dizeres de saber, destes meus saberes sem saber. Sei mesmo é que voltei a escrever porque me dá prazer, ainda que não saiba o porquê, ou o saber, ou o que escrever...
sexta-feira, 29 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
AVISO!
AVISO:
HOJE NÃO TEM AVISO!
SE TIVESSE AVISO, EU AVISAVA.
ESTÁ AVISADO!
Nada como um domingo de resfriado e cansaço, para que esta enorme sabedoria apareça...
HOJE NÃO TEM AVISO!
SE TIVESSE AVISO, EU AVISAVA.
ESTÁ AVISADO!
Nada como um domingo de resfriado e cansaço, para que esta enorme sabedoria apareça...
sábado, 23 de maio de 2009
Desistir no meio nem sempre é ruim
Existe uma máxima do "fogo de palha" que diz que muitas pessoas começam muitas coisas mas não terminam. São crianças que fazem com que seus pais comprem violão porque juram que serão o mais novo Chico Buarque; são adolescentes que fazem judô porque irão para olimpíada, mas desistem antes de passarem de faixa. Enfim, são cursos, escolhinhas, gostos que deixamos facilmente de lado. Mas será realmente que toda desistência, que toda "trancada", parada ou espera é sinal de falha, erro, fraqueza? Creio que não.
Apesar de muitas vezes pararmos por sinais de fraqueza, por inconstância e até mesmo porque começamos algo muito mais pelos outros do que por nós mesmos, existem sim momentos, coisas, situações em que enfrentamos, cursamos, passamos e fazemos, onde a melhor escolha é a desistência, a parada, a princípio momentânea, ou então por bastante tempo. Onde a melhor opção é parar e não prosseguir. Tal percepção envolve inclusive outra máxima: de que nem sempre é melhor ir vagando, mas sempre caminhando, tendo em vista que vale mais parar, refazer a rota, analisar as metas, estipular os objetivos, focar os propósitos, do que continuar pura e simplesmente porque já pagamos, prometemos ou porque vão falar isso ou aquilo. Assim que uma desistência nem sempre é sinal de burrice e uma persistência nem sempre é sinal de inteligência.
Só vitória no Cristo que nos ensina que é melhor parar e refletir do que continuar pura e simplesmente para Inglês ver...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Desespero x esperança
Temos vivido cada vez mais uma época de contrastes muito grande. E dentro destes um questionamento em comum tem se levantado entre aqueles que se professam cristãos. Nossa palavra deve continuar sendo de esperança ou de conformidade, deve seguir ao que aprendemos a crer por fé, ou ao que contemplamos com os nossos olhos todos os dias? Este dilema, que coloca em lados opostos os diálogos de esperança e desespero, tem numa perspectiva a certeza com base no subjetivismo da fé, de que Deus está sempre fazendo o melhor pelos seus – e assim, a esperança deve prevalecer em nossas pregações e a mensagem deve ser sim de alegria, de fé, de expectativa. Contudo, contrário a tal diálogo e oposto a isso temos a perspectiva, também bíblica, de que ao se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriaria. E não bastando tal constatação pessimista, temos ainda várias outras assertivas das Escrituras que frisam a idéia de que teríamos aflições no mundo; que o mesmo caminha para uma época de grandes tribulações etc.
Ou seja, de um lado a bandeira da fé, erigida pelo Evangelho de Deus, na esperança de que, em Cristo, dias melhores sempre podem ser aguardados. Do outro porém, também corroborado pelas palavras do Messias, a mensagem é de se manter fiel em meio a tantas dificuldades, tribulações e horrores que teríamos que enfrentar. O que pregar então? O que esperar? Em que crer e sob o que depositar a chave de nossa vida?
A própria Bíblia parece se esforçar em solucionar tal questão ao apontar sempre mais para a esperança e a expectativa de que com Cristo, ainda que os problemas venham – e fato é que virão – temos alguém em quem confiar. O dilema se resolve não em ignorar a decadência da humanidade e conseqüentemente do mundo que a constitui e por ela é constituído, mas sim por ir ao sentido contrário e mais corajoso, afirmando que embora a violência cresça, o pecado se prolifere e as desgraças pareçam muito mais latentes; na mesma proporção, aqueles que estão em Cristo e assim são novas criaturas, possuem também a confiança inabalável de que tudo concorre para o bem deles. Assim que, nem a pobreza, nem a violência, nem a fome, nem a angústia, nem qualquer perda ou dor, nem mesmo a morte, nos poderá separar do amor de Cristo Jesus, nosso Deus!
Só vitória no Cristo, que pelo poder do seu nome, nos faz com que o pouco vire o muito mais do que necessário!
Ou seja, de um lado a bandeira da fé, erigida pelo Evangelho de Deus, na esperança de que, em Cristo, dias melhores sempre podem ser aguardados. Do outro porém, também corroborado pelas palavras do Messias, a mensagem é de se manter fiel em meio a tantas dificuldades, tribulações e horrores que teríamos que enfrentar. O que pregar então? O que esperar? Em que crer e sob o que depositar a chave de nossa vida?
A própria Bíblia parece se esforçar em solucionar tal questão ao apontar sempre mais para a esperança e a expectativa de que com Cristo, ainda que os problemas venham – e fato é que virão – temos alguém em quem confiar. O dilema se resolve não em ignorar a decadência da humanidade e conseqüentemente do mundo que a constitui e por ela é constituído, mas sim por ir ao sentido contrário e mais corajoso, afirmando que embora a violência cresça, o pecado se prolifere e as desgraças pareçam muito mais latentes; na mesma proporção, aqueles que estão em Cristo e assim são novas criaturas, possuem também a confiança inabalável de que tudo concorre para o bem deles. Assim que, nem a pobreza, nem a violência, nem a fome, nem a angústia, nem qualquer perda ou dor, nem mesmo a morte, nos poderá separar do amor de Cristo Jesus, nosso Deus!
Só vitória no Cristo, que pelo poder do seu nome, nos faz com que o pouco vire o muito mais do que necessário!
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Seja feita a TUA vontade...
No terceiro pedido afirmativo da oração mais famosa do mundo, Cristo inclui uma das certezas mais claras de todos os tempos, que paradoxalmente porém, é também uma das mais mal entendidas - o desejo mais do que inteligente para que seja feita a vontade soberana de Deus. Mas de que Deus? Do único que é capaz de nos chamar de filhos e por isso permitir que o chamemos com ousadia de fé, de pai. Afinal de contas, algum pai de verdade pode sequer pensar algum mal sobre seus filhos? Algum pai pode querer e se esforçar para fazer algo que não seja, no mínimo, o melhor possível para seus rebentos? É lógico que não. Desta forma, a oração ecumênica do Cristo, conhecida desde ateus a Cristãos, passando por umbandistas e espíritas, busca nesta frase, clamar por esta luta interior maior de todos nós - este contraste entre o desejar muito que seja feito o melhor para nós - entendendo que Deus sempre sabe o que é melhor para nós - mas ao mesmo tempo, um confronto entre aquilo que tanto queremos e buscamos para as nossas vidas.
O maior dos problemas está no fato da escolha, entre decidir ou não acatar com sabedoria, amor e fé o que Deus tem de fato preparado para nós, como projeto de vida; ou escolhermos lutar, trocando a Deus por nós mesmos nas diversas escolhas diárias que esse nosso sopro existencial nos apresenta.
O maior dos problemas está no fato da escolha, entre decidir ou não acatar com sabedoria, amor e fé o que Deus tem de fato preparado para nós, como projeto de vida; ou escolhermos lutar, trocando a Deus por nós mesmos nas diversas escolhas diárias que esse nosso sopro existencial nos apresenta.
A decisão que de imediato pode parecer simples, quando muito pensada pode se tornar um tanto complicada, principalmente para aqueles que acham ter muito. De modo que quanto mais acharmos possuir, mais teremos que deixar de lado, se à vontade de Deus quisermos nos subjulgar. O fardo e o jugo, suaves e leves que vêm dele, só o são assim entendidos por aqueles que já suavizaram sua vida e lançaram sobre a redenção da cruz toda a ansiedade. Para os que ainda não conseguiram deixar com que os mortos enterrem seus próprios mortos, não conseguiram vender o que tem e seguir ao mestre, deixar os peixes e seguir as almas; para estes sim, dura coisa é desejar do fundo da alma e com sinceridade de espírito, ainda que o façam "rezadamente", que seja feita A vontade de DEUS.
Só vitória no Cristo, que indiscutivelmente sabe o que é melhor para nós!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
A essência da vida
A essência da vida está em viver essencialmente tudo o que for interessante, não se importando com o que não sirva e nem tenha utilidade, mas se valendo de tudo o que for verdadeiramente importante para nós; uma vez que aquilo que importa a muitos, nem sempre é o que vale para nós.
Nessa aparente mistura filosófica de letras, o que se enfatiza é a relatividade dos nossos atos, sonhos, postura, pensamentos; que nos faz ficarmos tentando convencer os outros a ficarem com o melhor que nós achamos ser, que nós mais gostamos, que nós escolhemos, mesmo sabendo que o melhor para nós não necessariamente é o melhor para os outros.
Certa vez me questionaram sobre a relatividade da verdade. Muitos cristãos simplesmente ignoram e demonizam tal pensamento. Todavia, creio que tudo o que pensamos, acreditamos e até mesmo vivemos é, sempre e com minúscula excessão, a NOSSA INTERPRETAÇÃO acerca de UMA verdade. Contudo, existe sim uma exceção; que filósofos, intelectuais e muitos discordam - a verdade única que não aceita relativização; a verdade suprema, que aponta sem medo de errar que o caminho é único e acessível a todos que o aceitarem; que a vida, diametralmente oposta à simples existência, é gerada exclusivamente no seio do amor que vem do Pai. O que tudo isso significa? Que apesar de sermos tão diferentes, termos gostos, pensamentos, desejos, opções e atitudes tão soberbas e muito melhores - pelo menos na nossa concepção - do que as dos outros; fato é que apenas um homem, em toda a história, pôde com autonomia, autoridade e ousadia afirmar "EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA - E NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO FOR POR MIM" (Jo 14,6). Seu nome? Tenho certeza de que você o conhece: Jesus Cristo. Mas pode chamar simplesmente de Salvador...
Só vitória neste único Cristo, que pode e quer nos salvar; do mundo, do pecado, da carne, da tentação; enfim, de nós mesmos...
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Arrisque!
Arriscar ou não arriscar? Muitos nem sequer levam tal pensamento em consideração, preferindo a mesmice garantida do que qualquer outra coisa que não possua garantia alguma. Todavia, acredito que quando arriscamos, nossa sorte de acertar é bem maior do que errar. Assim, arrisque um beijo diferente em sua esposa hoje, inesperado, espontâneo, não mecanizado. Arrisque um telefonema para aquele amigo que há muito você não ouve, nem vê. Arrisque uma oração mais demorada, mas com palavras de alma e não rezas prontas; arrisque mais sinceridade nessa relação com o Pai. Arrisque valorizar mais o seu tempo com coisas úteis do que reclamando, resmungando, murmurando.
Arrisque brincar com seu filho um pouco até mais tarde, deixar ele fazer uma vontadezinha, ainda que só uma vez. Arrisque ir ao cinema no meio da semana e fazer um prato especial, ainda que seja arroz e feijão.
Arrisque contemplar novamente as belezas que têm se tornado sem graça pelo artificial empobrecimento causado pelo tempo. Arrisque arriscar mais, sem medo. Arrisque escrever poesias, quem sabe um livro. Arrisque mudar o corte de cabelo, ler aquela obra empoeirada, fazer uma festa surpresa para quem sempre te surpreendeu.
Arrisque, pois se não o fizermos como saberemos se valeria a pena? Arrisque para não se lamentar a frente dizendo que "queria ter amado mais, trabalhado menos, ter visto o sol nascer...". Caramba! O sol ta aí pô - VEJA! Arrisque!
Assim que constitui crime à inteligência e à vida, simplesmente existir e não viver; simplesmente "passar" e não marcar, tendo em vista que só estamos aqui por causa do risco. Do risco que Deus se permitiu ao enviar seu único filho a morrer por nós.
Só vitória no Cristo que arriscou seu próprio nome, sua reputação, e mais do que isso sua vida, para que hoje tivéssemos a ousadia de em nome dEle, arriscarmos!
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