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domingo, 21 de junho de 2009

Não diga que a vitória está perdida...

Existe uma famosa frase no mundo futebolístico, que reza que o jogo só acaba quando o juiz apita. Ela, de tão óbvia e lógica, se torna além de cômica, um alerta para aqueles que não parecem enxergar o tão visível. É lógico que todos sabem disso, mas o porquê da frase então? Ela quer simplesmente (re)afirmar que TUDO pode acontecer, até mesmo nos instantes finais; nos derradeiros minutos, no último lance. Lembre-se: minutos finais e instantes finais, não são, ainda, O final!
No gramado da vida, a graça maior dessa premissa desportiva é que verdadeiramente não sabemos quando algo irá acontecer, pelo simples e emocionante fato de que não sabemos quando o nosso justo juiz apitará o fim. Desta forma, cabe a nós acreditarmos sempre que alguma coisa de bom e transformadora poderá acontecer. Isso não é otimismo, é realismo de fé! Otimismo seria acreditar que o dia poderia ser melhor. Realismo de fé é acreditar que a vida devia ser bem melhor E SERÁ!
Porque então desistir, parar, querer olhar para trás? Porque então se arrepender toda hora de erros que foram muito mais tentativas mal planejadas de acertos, do que manifetsações claras de aitudes reprovadas? Porque desistir do jogo sem nem tentar entender as regras desregradas, díspares e desconexas dele? Porque parar, se o juiz ainda não disse que acabou? Homens de pouca fé, porque duvidais? Porque tantos "porquêres" sobre porquês que nenhum porquê saberá responder? Porque tanta dúvida e medo, em vez de certeza e esperança? A vida está ruim? As coisas não têm andado como o esperado? Não ganha tanto quanto gostaria ou não é amado tanto quanto amas? Saiba que a partida ainda não chegou ao fim! Só os mais fracos desistem, porque até os fracos insistem, persistem, perscrutam o caminho da vitória. Só os sem perspectiva param, porque os sonhadores perduram.
Você não foi criado para perder. Logo, se a vida tem parecido uma sequência intermitente de decepções, derrotas e tristezas, talvez a tática precise ser mudada; talvez mandando o técnico embora o time tome outro rumo, outra direção; talvez a equipe precise se esforçar mais, treinar mais, lutar mais, acreditar mais; talvez as falhas estejam nos fundamentos, na base; ou talvez o time precise ser mais humilde, saber que a luta é grande, a batalha é renhida. Mas nunca, em hipótese alguma, nem sequer em pensamento ou por brincadeira, diga que a vitória está perdida. Antes, tenha fé em Deus, tenha fé na vida! Tente outra vez! E se ainda necessário for, tente outra, outra e mais outra... Hasta la victoria siempre!
Só vitória no Jesus que nos impele a jamais desistir porque por si só, o prazer de lutar e acreditar que Deus está fazendo por nós, muito mais além daquilo que pedimos ou pensamos, já nos mantém vivos, animados e esperançosos...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Desespero x esperança

Temos vivido cada vez mais uma época de contrastes muito grande. E dentro destes um questionamento em comum tem se levantado entre aqueles que se professam cristãos. Nossa palavra deve continuar sendo de esperança ou de conformidade, deve seguir ao que aprendemos a crer por fé, ou ao que contemplamos com os nossos olhos todos os dias? Este dilema, que coloca em lados opostos os diálogos de esperança e desespero, tem numa perspectiva a certeza com base no subjetivismo da fé, de que Deus está sempre fazendo o melhor pelos seus – e assim, a esperança deve prevalecer em nossas pregações e a mensagem deve ser sim de alegria, de fé, de expectativa. Contudo, contrário a tal diálogo e oposto a isso temos a perspectiva, também bíblica, de que ao se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriaria. E não bastando tal constatação pessimista, temos ainda várias outras assertivas das Escrituras que frisam a idéia de que teríamos aflições no mundo; que o mesmo caminha para uma época de grandes tribulações etc.

Ou seja, de um lado a bandeira da fé, erigida pelo Evangelho de Deus, na esperança de que, em Cristo, dias melhores sempre podem ser aguardados. Do outro porém, também corroborado pelas palavras do Messias, a mensagem é de se manter fiel em meio a tantas dificuldades, tribulações e horrores que teríamos que enfrentar. O que pregar então? O que esperar? Em que crer e sob o que depositar a chave de nossa vida?

A própria Bíblia parece se esforçar em solucionar tal questão ao apontar sempre mais para a esperança e a expectativa de que com Cristo, ainda que os problemas venham – e fato é que virão – temos alguém em quem confiar. O dilema se resolve não em ignorar a decadência da humanidade e conseqüentemente do mundo que a constitui e por ela é constituído, mas sim por ir ao sentido contrário e mais corajoso, afirmando que embora a violência cresça, o pecado se prolifere e as desgraças pareçam muito mais latentes; na mesma proporção, aqueles que estão em Cristo e assim são novas criaturas, possuem também a confiança inabalável de que tudo concorre para o bem deles. Assim que, nem a pobreza, nem a violência, nem a fome, nem a angústia, nem qualquer perda ou dor, nem mesmo a morte, nos poderá separar do amor de Cristo Jesus, nosso Deus!

Só vitória no Cristo, que pelo poder do seu nome, nos faz com que o pouco vire o muito mais do que necessário!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Que todos os teus sonhos se frustrem!

Até onde Deus pode ir para nos alcançar com seu amor? Essa é uma pergunta sem resposta. Pelo menos sem resposta imaginável ao nosso entendimento. Afinal de contas, quem é capaz de querer medir o que o Senhor pode fazer para revigorar em nós a alegria da salvação, ou até mesmo a esperança de continuar a acreditar? Palavras de confiança, deleite e paciência são as mais marcantes de toda a Bíblia. Expressões que nos fazem acreditar que Deus esteja fazendo algo, ainda que não estejamos vendo lhufas. O que Deus pode fazer por nós e a nós? O impossível. Ezequiel disse a mesma coisa de outra forma: "Senhor, tu o sabes" (Ez 37,3). Não é uma palavra de dúvida, no sentido de "Pô, seilá, tu que sabe o que é melhor" não! O que o profeta diz é "Senhor, se tu apenas desejar, nada lhe será capaz de impedir".

Desde os tempos bíblicos, os homens têm tido sua integridade provada pela capacidade de esperar e crer em Deus, ainda que nada possam enxergar. Assim, somos conduzidos a confiar no SENHOR e fazer o bem, embora existam muitos "emboras" pelo meio do caminho. Somos levados a entregar a Deus (Sl 37,3-5) a nossa vida. Entrega e confiança são sinônimos de fé, que podem ser traduzidos como o "se jogar de olhos fechados, acreditando que alguém nos segurará" - e nesse nosso caso, o "alguém" é Deus.

Ainda que não estejamos enxergando o horizonte, a diferença estará aí: no entender que o Senhor está conosco e que o melhor dele para nós, ainda que nos permita passar por muitos percalços e afrontas; que nos faça querer meter os pés pelas mãos, ou simplesmente desistir, influi muitas das vezes em aceitar o que, agora, possa parecer ruim. A derrota de hoje é, as vezes, imprescindível para a vitória de amanhã.
Minha oração, longe de ser melancólica e praguejante, defende a tese de que quanto mais sonharmos os sonhos de Deus para nós e não insistirmos em querer que Deus compactue com as aberrações do nosso imaginário, mais nos aproximaremos do melhor que nossos olhos não conseguiram ainda contemplar, nem nossos ouvidos ouvir, nem ainda subiram ao nosso coração.
Desta forma, desejo profundamente que todos os teus sonhos se frustrem, que todos os teus planos não prosperem e que a sua esperança se desvaneça; para que então aí, e somente aí, possas desfrutar cada vez mais desse amor que não se explica e que não se cansa de lutar po nós!

Só vitória têm aqueles que conseguem esperar com paciência, no Cristo que não se cansa de acreditar em nós!