domingo, 10 de janeiro de 2010

10 DIAS...

É tempo mais do que suficiente para saber se começamos bem o ano ou não. Será?

Será que alguma mudança daquelas listadas por você na noite da virada já começou a acontecer, já saiu do papel?

Se a dieta já começou, se o cigarro já ficou de lado, se você já começou a ler a Bíblia ou aquele livro tão falado; se alguns filmes antigos já começaram a ser vistos, se você já foi ao cinema, a algum show, ou simplesmente fez um espetáculo em casa brincando com seus filhos, pode se considerar um vitorioso, alguém de atitude e sim, um bom começo de 2010.

Mas não se desespere se você ainda não tirou bulhufas do papel e se todas as tuas promessas tão eternas de pequenos e ao mesmo tempo dantescos dez dias atrás, lhe parecem hoje efêmeras e descabidas – é que mudamos diariamente de desejo – faz parte da nossa evolução natural de estarmos mais do que sermos.

É por isso que gostamos tanto de determinada coisa intensamente por uma semana, mas na outra ela já nem é tão essencial assim quanto julgamos que fosse. É por isso que (sem olhar para tal lista de desejos e promessas do ano novo), muitos de nós sequer lembramos de mais de dois itens.

Assim que o exercício de maior dificuldade, se torna descobrir os nossos verdadeiros valores. Aquilo que realmente nos dá prazer e sentido. Esse sentimento para com algumas pessoas e coisas, não necessariamente nesta ordem – pensamentos, atitudes e promessas de se fazer aquilo para aquele ou aquela ou em tal lugar, não precisa estar escrito em nenhuma lista para ser lembrado, pelo simples fato de que jamais esqueceremos daquilo que verdadeiramente gostamos, amamos e sabemos fazer.

Mesmo assim é bom que se diga – para você que já começou as mudanças, vá com calma e não se afobe: mudar requer tempo. Requer um passo inicial sim e dificílimo, mas exige maturidade e sabedoria, para que a tal grandiosa mudança não se transforme num fogo de palha menos quente que a maioria das pífias promessas de fim de ano.

E a você que ainda não conseguiu começar, a palavra é de alerta, mas de paz: afinal, o primeiro passo precisa realmente ser dado, mas também ainda faltam mais de 300 dias para o ano acabar. Revise sua lista, verifique o que REALMENTE é viável, faz sentido, é prioritário e te dá prazer. E um importantíssimo detalhe: tem que ser viável ao TEU alcance; tem que fazer sentido para VOCÊ e para a quem amas; e tem que ser prioridade e fonte de prazer para SUA vida.

Só vitória e muitos outros 10 dias para sua reflexão e crescimento.

PAZ para sua alma!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Que em 2010 você...

Sonhe mais - é de graça mesmo.

Viva mais - sem querer ser chato: um dia vc morrerá...

Faça listas de milhões de coisas para fazer neste novo ano: mas tente fazê-las mesmo.

Tente ouvir mais seus pais - eles nem sempre estarão aqui - se eles já não estiverem, ouça mais ou seus filhos: você nem sempre estará aqui. E se tiver o privilégio divino de ter pai e ser pai, ou de ser mãe e ter mãe - ouça a todos...

Veja mais filmes - alguns de pensar, outros só para rir; alguns complicados de suspense, outros de roteiros elaboradíssimos, mas assista! Só não assista a vida, só não assista o crescimento de seus filhos, só não assista as paisagens: PAR-TI-CI-PE!

A passagem de um ano para outro é só uma questão de cronômetro - é só questão de calendário; é só uma questão de ponteiros de segundos que mudam. Dessa forma, não caia no ridículo de se prometer absurdos provocados pelo álcool ou por algum delírio - você não precisa de um 31 de Dezembro para ser um homem melhor - aliás você não precisa de nada EX para ter um IN melhor.

Pense sempre em fazer o melhor possível para o próximo, ainda que você ache que nem todos mereçam ou deem valor - nem todos dão valor mesmo e dependendo da sua ótica, quase ninguém mereceria - aqui está o dom e o milagre de poder fazer o bem: ajudar quem vc egoisticamente acha que não merece e a quem você sabe que sequer lhe agradecerá.

Comece novos projetos, repense os antigos; leia mais livros, escute mais músicas; sorria impreterivelmente mais do que se "emburre" e ignore os chatos de plantão e os profetas do apocalipse.

Seja mais sincero em suas orações. Não grite tanto, nem seja tão repetitivo - Deus não é surdo, nem burro. Mas ore!

A-CRE-DI-TE que a VIDA pode ser maravilhosa! CREIA! SINTA! RESPIRE!

Lembre-se de quando você andava a pé e nem imaginava como teria um carro e hoje tem; lembre-se de quantas contas você fazia e se enlouquecia tentando imaginar como fazer para ter o seu "cantinho" e hoje você tem. De como vc esperava para ter o amor da sua vida, e hoje? E hoje vocês tem. Agora, se você ainda não tem carro, nem um cantinho, nem um amor, continue acreditando e valorizando cada passo que você dá, com a certeza de que "vc tem dois pés para cruzar a ponte"! TENTE OUTRA VEZ!!!



SÓ VITÓRIA!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sonho (IM)possível

Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Os impossíveis sonhos são sempre os melhores
Ceder e vender são regras – lhes convido às excessões: Lutar e negar!
Sofrer, romper, voar e tocar o sofrimento produz paz; o rompimento, por mais dolorido que seja, fornece novas perspectivas; o voo nos faz sentirl livres e o toque, concretiza a certeza do milagre da vida.

Nossa lei, nossa questão, nossa regra de paixão é virar esse mundo – é voltar a protestar- onde estão os Luteros, os Calvinos, com todos os seus defeitos e dúvidas, mas com todas as suas impaciências que produziam crescimento?

Que o mundo possa ver, ao findar, uma flor brotar da terra gelada que me cobrir...

Só vitória, sempre!

Composição de J.Darion, M.Leigh e Ruy Guerra; com conclusão intrometida minha

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A VERDADE, DE ONDE QUER QUE VENHA, SERÁ SEMPRE VERDADE...

Na preguiça desta tarde ensolarada, segue alguns “toques” interessantes para o nosso agora – estado passageiro de nossa existência. Lembre-se: “ESTAMOS” sempre, mas quase nunca “SOMOS”. Só vitória!

Medicação preventiva

Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, não passa de um estressado sem direção.

Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente. Nada com abuso é bom ou útil.

Observe os seus métodos de cultivar a verdade. Muitas pessoas que se presumem verdadeiras, são veículos de perturbação e desânimo. Veículos porque não apenas se sentem perturbadas ou cabisbaixas, mas porque insistem em repassar com extrema competência, tais sentimentos a outros.

Proceda com inteligência em todas as situações. Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos.

Seja forte na luta de cada dia. Não esqueça, contudo, que muitos companheiros valentes são suicidas inconscientes; verdadeiros mortos vivos.

Estime a eficiência. No entanto, a pretexto de rapidez, não adote a precipitação.

Não enfrente perigos, sem recursos para anulá-los. O que consignamos por desassombro, muita vezes é loucura.

Guarde valor em suas atitudes. Recorde, entretanto, que o valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversário no trabalho pacífico da perseverança e da fé.

Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus empreendimentos. Da audácia ao crime, a distância é de poucos passos.

Atenda a afabilidade e a doçura em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis. Vivemos muito pouco para vivermos menos ainda, desperdiçando vida com quem já está morto e só de morte fala.


Extraído de Chico Xavier, que disse tê-la psicografado de André Luiz; com algumas adaptações minhas...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Esvaziando e aprendendo

Inventei
um jeito novo de viver a velha vida

Acreditei que a forma mais fácil seria
descomplicar tudo e simplificar sempre

Simplesmente não quero entrar em discussões

Embora isso não seja muito sábio – às vezes
um bom berro é mais do que necessário e a omissão
desculpada de pacifismo atrapalha tudo

Na verdade não inventei coisa nenhuma
não há nada de novo no mundo e um dia
traz outro dia, que traz o outro e o outro e assim vai

Conseguir achar graça em toda essa rotina de sol e chuva,
tarde e manhã, é que é difícil e aos que conseguem acham a verdadeira graça
de existir

Da mesmice nossa de cada dia,
tirar a alegria escondida do sorriso que esqueceu de vir
E da discussão idiota de sempre.

Não dizer eu te amo num dia é perder tempo com coisas menores.
Não esqueça jamais de que qualquer coisa, por maior que seja, é
bem menor do que o amor.

Mas também dizer eu te amo para quem não se ama é
perder tempo duas vezes: consertando depois o mal dito e ouvido
e buscando fazer o relativismo correto: amar ao próximo.

O mais interessante nisso tudo é que o tal de Jesus disse:
Amai ao próximo e não amai a todos – o que realmente será que Ele quis dizer com isso?

Talvez que devamos amar apenas alguns e não todos. Será? Ou Ele não disse isso querendo que as pessoas entendessem que para amar, quem quer que seja, é preciso primeiro, que este seja próximo de mim?

Quando se sentir distante de Deus, tenha certeza: está faltando amor. O remédio? AME! Está faltando o que amar ou a quem amar? SE APROXIME! Está faltando tempo para proximidade? SE ESVAZIE! Não se esqueça de que quando estamos já cheios de tudo e todos, não podemos receber mais nada, a não ser que nos esvaziemos!

Recomece, volte, “zere”, se refaça, reaprenda, se reinvente e faça o favor para você mesmo: deixe de ser tão chato assim – a casa agradece.


A busca de si próprio é a maior procura do ser humano. Aqueles que se refugiam do mundo, fracos são. Os que se abstêm de si mesmos, inconstantes. Mas os que se acham no recanto silencioso do encontro de sua alma com Deus, acharam a vida...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Difíceis perguntas que requerem simples respostas...

Como saber se estou bem perto de Deus? Íntimo dele o suficiente?

Ninguém jamais está longe de Deus, partindo do pressuposto de que Ele em todo lugar está. Ninguém jamais estará suficientemente íntimo de Deus, uma vez que tal intimidade traduz conhecimento pleno do outro – e de Deus conhecemos o que Ele permite, deseja e induz e isso é mais do que o suficiente para nós, mas não o suficiente acerca dEle.

Agora, uma resposta de fé e bem simples diria apenas o que eu costumo insistentemente encher os ouvidos dos meus compreensivos alunos: o melhor termômetro para se saber o quanto estamos íntimos de Deus e verdadeiramente envolvidos por sua presença, em nada tem a ver com o terno que usamos, o carro que temos, a casa própria onde moramos; muito menos tem a ver com a quantidade de pulos que damos, línguas estranhas que garantimos falar ou ainda arrepios que insistimos em dizer que são resultados diretos de Deus presente em nossas vidas. Gritos, arrepios e pulos também sentimos e fazemos nas arquibancadas do Maraca.

O que realmente serve para medir homens de homens e mulheres de mulheres é a capacidade de se amar mais ou menos que cada um possa ter. Ou seja, o quanto, de fato, amamos é que determinará realmente se há o sangue de cristo correndo pelas nossas veias.

Se ao andarmos pelas ruas e contemplarmos a total desordem, miséria e depreciação da vida existente, nada sentirmos, fato é que estamos muito distantes de Deus. Todavia, se dentro de nós manifestar-se aquele sentimento decepcionante de fraqueza, por podermos fazer tão pouco ou quase nada diante de tantas situações que nos constrangem e levam nossa religiosidade barata ao nível do ridículo, então poderemos ter a convicção de que nos aproximamos um pouco daquilo que Deus deseja que façamos: amar uns aos outros...

Só vitória naquele que nos amou primeiro e para todo o sempre!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PrAzEr AsSaSsInO

Um sentimento estranho me ocorreu na manhã do último sábado ao caminhar um pouco apressadamente para o trabalho e me deparar com uma manchete de jornal (o assunto foi manchete em todos) que celebrava o acerto da PM em salvar a vida da refém das mãos de um sequestrador [sic].

Na mesma hora me veio à mente uma total hipocrisia paradoxa que me fez rir debochadamente para mim mesmo e questionar o quanto somos, digamos assim, inquietos. Nossa inquietude se verbaliza em verborréias desse estilo: somos tão santos de um lado e tão assassinos de outro. Onde estamos então?

Acredito que estamos entre o sentimento moralista exacerbado de alguns, que se dizem ofendidos pelas insinuações sexuais de um comercial de 30 segundos – que passa no intervalo de uma novela das 8 (cheia de belas nádegas de fora) e a alegria e a vibração por uma pessoa de 25 anos de idade ter sido executada por um atirador de elite (!?), numa reportagem que passou numa tarde inteira.

Somos tão esquisitos como humanos que ao mesmo tempo em que uma velhinha achando normal que a neta dela fizesse apenas sexo (sem compromisso) com um bonitão, famoso e rico nos incomoda tanto; e em nada nos incomoda ver um perdido sendo executado diante das câmeras.

É óbvio que a refém em questão não era minha irmã, minha filha, minha mãe ou esposa e por isso meu julgamento é de camarote e assim, com certeza, limitadíssimo – e é justamente por isso que tento não fazê-lo de maneira tão desproporcional. Todavia, também o marginalizado em questão nada meu pôde ser – embora nosso pai tenha sido o mesmo, não tive a oportunidade de chamá-lo irmão. Falha mais nossa do que dele certamente.

Não é a vida que deve reinar sobre a morte e o perdão sobre a severidade de uma justiça injusta? O fato de nossos policiais, os incorruptos, ganharem mal, não justifica em nada a execução. Ou justifica?

Todavia, nossa demagogia e nosso sentimento forjado de pureza podre, nos fazem aplaudir a morte em detrimento da vida. Sim, porque há mais vida no sexo do que no assassinato. Não na vida daquele sexo do comercial, mas a morte é sim a do assassinato do outro comercial.

O que está acontecendo com a gente? Para onde iremos nós? Preocupados com a poeira da cadeira e deixando nosso esgoto de mentiras no meio da sala!? Eu tive a opção de mudar o canal, se é que de fato me ofendeu tanto assim a “velhinha safada”. O marginalizado perdido de 25 anos só teve uma escolha: a de morrer em silêncio, calado, caído. Morto por um atirador de elite. NÃO ESTOU DEFENDENDO O BANDIDO, muito pelo contrário, estou defendendo a vida e o ser pensante em toda essa história – afinal de contas, se temos um imbecil de um lado, e um da “elite” de outro e o da “elite” age como imbecil, qual o sentido de tudo isso??

Prendamos então os editores das milhares de playboys e revistas do gênero e soltemos todos os atiradores. Afinal, nos incomoda mais uma suposição de sexualidade do que uma execução sumária.

Estamos muito mal das pernas mesmo...