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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O QUE ACONTECE QUANDO SENTIMOS FOME?

A RESPOSTA INICIAL E MAIS DO QUE ÓBVIA É: COMEMOS!

MAS, ATRELADO AO NOSSO SENTIMENTO DE NECESSIDADE, QUASE SEMPRE VEM UM SENTIMENTO DE DESEJO. OU SEJA, POR MAIS QUE SINTAMOS FOME, SENTIMOS DE ALGO EM ESPECÍFICO (DESEJO). É ASSIM QUE MESMO ESTANDO “MORTOS DE FOME”, NÃO QUEREMOS “MATAR” TAL NECESSIDADE COM “QUALQUER” COMIDA.

É CLARO QUE NÃO ESTOU ME REFERINDO AOS CASOS EXTREMOS ONDE LITERALMENTE COMERÍAMOS O QUE ESTIVESSE DISPONÍVEL E AINDA LAMBENDO OS BEIÇOS.

O QUE ESTAMOS AFIRMANDO É QUE O ATO DE SENTIR FOME É GERADO TAMBÉM COM O DESEJO POR ALGO. E SE SENTIRMOS NECESSIDADE DE COMER PARA O NOSSO BEM ESTAR, PARA NOSSA SAÚDE, POE EXEMPLO FERRO? DEVERÍAMOS COMER FEIJÃO OU UM BIG BOB? É CLARO QUE O FEIJÃO ESTARIA MUITÍSSIMO MAIS INDICADO DO QUE O “RECHONCHUDO SANDUBA”.

MAS É AQUI QUE CHEGAMOS NO OUTRO PONTO INTERESSANTE DESSA OBSERVAÇÃO: POR MAIS QUE NOSSA FOME VENHA GERADA POR UMA NECESSIDADE NATURAL E ATRELADA A UM DESEJO, ESSE PODE SER SUBSTITUÍDO TENDO EM VISTA NOSSA MUDANÇA DE FOCO E ATÉ MESMO DE DESEJO.

É ASSIM QUE POR MAIS QUE SINTAMOS NECESSIDADE DE ALGO PARA NOS PREENCHER DE VERDADE A VIDA COM ESSÊNCIA E SENTIDO, PODEMOS SIM, PREENCHÊ-LA COM AQUILO QUE NÃO MATE NOSSA FOME TOTALMENTE.

O QUE ACONTECE QUANDO SÓ COMEMOS BESTEIRAS E NÃO MAIS COMIDA “DE VERDADE”? GERAMOS EM NÓS MAL ESTAR, DOENÇA, FRAGILIDADE E DEBILIDADE. ISSO PORQUE ESTAMOS TENTANDO NOS ENGANAR ACREDITANDO QUE PODERÍAMOS SUBSTITUIR UM BELO PRATO DE ARROZ, FEIJÃO E CARNE, POR UM QUARTEIRÃO COM QUEIJO.

NA VIDA NÃO É DIFERENTE E AINDA TROCAMOS COM MUITO MAIS FREQUÊNCIA O NOSSO BELO PRATO QUE PREENCHERIA DE SENTIDO A NOSSA EXISTÊNCIA, POR ATRAÇÕES SEM NENHUM ATRATIVO QUE SÓ NOS FAZEM MAL E NOS TORNAM MAIS FRACOS. O PROBLEMA É QUE AS VEZES DEMORAMOS MUITO A PERCEBER ISSO OU NEM PERCEBEMOS.

SABE DA FOME? NÃO É QUE NÃO ESTEJAMOS SENTINDO, MAS QUEM SABE NÃO A ESTEJAMOS TENTANDO ILUDIDAMENTE SUBSTITUÍ-LA POR ALGO QUE ENCHE, MAS NÃO PREENCHE; ESTUFA, MAS NÃO COMPLETA?

SÓ VITÓRIA NAQUELE QUE É O VERDADEIRO PÃO DA VIDA, QUE VEIO PARA QUE NÃO APENAS EXISTÍSSEMOS, MAS PARA QUE VIVÊSSEMOS, E COM ABUNDÂNCIA...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O mundo mudou muito, mas as pessoas...

Parece ser inquestionável e estar mais do que evidente, que o mundo no qual hoje vivemos situa-se em muitos aspectos, completamente distante do mundo em que nossos pais viveram na infância e muito mais do que todo o homem da antiguidade presenciou. Fato porém, em toda esta perspectiva, é também a clara e evidente manutenção do status quo da humanidade durante todos esses anos.
Tudo bem que o mundo tenha mudado tanto e que hoje se compre até casa e carro pela internet, sem se sair da própria cama. Tudo bem que hoje o futebol é mais veloz, os jogos são transmitidos a cores e cobertos por mais de 30 câmeras. Tudo bem que ter televisão em casa hoje, não significa mais nada e que as notícias chegam praticamente em tempo real e vindas de todos para todos. Mas uma coisa só mudou aparentemente. Uma coisa só mudou - se é que podemos chamar isso de mudança - na forma de se vestir, de comer, talvez de viver. Todavia, na essência, no cerne, o homem continua sendo o mesmo miserável da graça de sempre.
Nesse mundo transformador e transformado, as pessoas que acham fazê-lo, na verdade são é feitas por ele. Continuam tão iguais, que ainda fazem aniversário e funeral; continuam vivendo, reproduzindo e morrendo. E por falar em morte, poucas vezes fiquei tão decepcionado, triste e embasbacado com a morte de algum conhecido desconhecido, como com a morte de Michael. Havia ficado assim apenas com o Ayrton Senna da Silva. E olha que não era fã do Jackson, não tenho, nem nunca tive nenhum cd ou dvd dele. Nem lembro a última vez que havia sequer ouvido uma de suas músicas. Todavia, quando recebi a notícia de que ele havia realmente morrido, simplesmente não acreditei. Como uma pessoa que sequer viveu, poderia morrer? E não digo em relação aos poucos anos (apenas 50) - digo sim em relação à vida de tristeza, decepção, dependência e vazio com que o bilionário astro se cercava.
A prova de que o mundo mudou está também na morte e na vida. Nos aniversários, mandamos mensagens instantâneas ou até mesmo somos lembrados forçosamente pela internet de que hoje é o dia da festa de determinado contato - é, as pessoas se tornaram contatos, adicionados, amigos, conhecidos, enfim, mas ainda assim pessoas. Sobre a morte, vejamos o tão comentado caso lamentável do Michael - seu funeral será um dos mais famosos e vistos de toda a história. E por mais que ele tenha sido tudo isso, quem foi ele em comparação a um Paulo da vida, ou a um Moisés, ou até mesmo em relação a Cristo? Sem fanatismos xiitas, ou comparações fundamentalistas grotescas, apenas quero destacar que Paulo tem sua morte como um mistério, mas seu funeral sem nenhuma divulgação até hoje. Já Moisés, não teve nem sequer o corpo encontrado e Cristo, o incomparável, dizem uns loucos cristãos (no qual prazerosamente me incluo), que ressuscitou e assim sendo, também não temos corpo, muito menos local exato de seu "sepultamento temporário".
O mundo mudou muito sim, mas as pessoas continuam as mesmas. Brincando com a morte dos outros; fazendo mais notícia e piada do que lamentando as perdas - enfim, rindo das desgraças alheias. O mundo mudou muito sim e apesar de hoje quererem nos fazer engolir garganta abaixo que modernidade é sinônimo de aceitação ao homosexualismo, produções de filhos em laboratório e de forma "independente", por mães mal amadas e coisas afins; as pessoas permanecem as mesmas e de Adão aos dias atuais, continuam destituídas da glória de Deus (Rm 3,23), pois não há um justo sequer. Porém, sorte a nossa que temos ainda a Cristo - esse sim, ser imutável, que continua salvando a todos quanto creem em seu nome (Jo 1,12). Pois como diz e garante a sua infalível Palavra: todo aquele que invocar o nome de Cristo será salvo!(Rm 10,13)
Só vitória!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Encontrar o caminho nem sempre é o primordial

Encontrar um caminho nem sempre é a atitude mais difícil ou complicada; mas sim entender, assimilar e avaliar todos os caminhos desse caminho. A escolha entre uma opção e outra envolve (geralmente) milhões de análises feitas em frações milimétricas de longos segundos. Quando analisadas, são verificadas possibilidades de tropeços, decepções, chances de vitória e perspectivas de êxito. O mais engraçado é que todas estas especulações de planejamento não garantem o sucesso e a eficácia do resultado, bem como uma total falta de atenção sobre estas possibilidades não necessariamente resulta numa decepção.
Um caminho pode ser achado com facilidade por um, enquanto outro pode demorar séculos para simplesmente vê-lo. Assim também como uma opção pode ser enxergada como ótima oportunidade por uns, enquanto vista como perda de tempo demasiada por outros. Mais uma vez notemos que o caminho, ainda que o mesmo, será diferenciado por aqueles que o trilharem e pela forma que o farão.
A rua está lá fora. O sol brilhou, a chuva caiu e a lua insistente veio deslumbrante e cheia de si. Porque nem todos a viram se ali ela sempre esteve? Porque um mesmo caminho serve de trampolim para o sucesso de uns e o fracasso vertiginoso de outros? Talvez porque uns se deem ao luxo "desluxuriado" de enxergarem o que muitos não ousam sequer ver: a oportunidade!
Só vitória no Cristo que nos dá cotidianamente oportunidades de sermos melhores, mesmo sabendo que o nosso melhor, estará sempre aquem do satisfatório. Isso é amor, graça, misericórdia. Isso é vida. Esse é o caminho!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Arrisque!

Arriscar ou não arriscar? Muitos nem sequer levam tal pensamento em consideração, preferindo a mesmice garantida do que qualquer outra coisa que não possua garantia alguma. Todavia, acredito que quando arriscamos, nossa sorte de acertar é bem maior do que errar. Assim, arrisque um beijo diferente em sua esposa hoje, inesperado, espontâneo, não mecanizado. Arrisque um telefonema para aquele amigo que há muito você não ouve, nem vê. Arrisque uma oração mais demorada, mas com palavras de alma e não rezas prontas; arrisque mais sinceridade nessa relação com o Pai. Arrisque valorizar mais o seu tempo com coisas úteis do que reclamando, resmungando, murmurando.
Arrisque brincar com seu filho um pouco até mais tarde, deixar ele fazer uma vontadezinha, ainda que só uma vez. Arrisque ir ao cinema no meio da semana e fazer um prato especial, ainda que seja arroz e feijão.
Arrisque contemplar novamente as belezas que têm se tornado sem graça pelo artificial empobrecimento causado pelo tempo. Arrisque arriscar mais, sem medo. Arrisque escrever poesias, quem sabe um livro. Arrisque mudar o corte de cabelo, ler aquela obra empoeirada, fazer uma festa surpresa para quem sempre te surpreendeu.
Arrisque, pois se não o fizermos como saberemos se valeria a pena? Arrisque para não se lamentar a frente dizendo que "queria ter amado mais, trabalhado menos, ter visto o sol nascer...". Caramba! O sol ta aí pô - VEJA! Arrisque!
Assim que constitui crime à inteligência e à vida, simplesmente existir e não viver; simplesmente "passar" e não marcar, tendo em vista que só estamos aqui por causa do risco. Do risco que Deus se permitiu ao enviar seu único filho a morrer por nós.
Só vitória no Cristo que arriscou seu próprio nome, sua reputação, e mais do que isso sua vida, para que hoje tivéssemos a ousadia de em nome dEle, arriscarmos!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Muitos pensaram que era o fim...

mas foi apenas o começo!
Quando há algum tempo atrás um certo Jesus de nazaré, nasceu entre animais numa estrebaria em Belém da Judéia, a estrela do oriente já fazia questão de iluminar aquele que seria o menor-maior homem de todos.
Uma criança normal, que não usurpou ser igual a Deus, mas antes aprendeu a obedecer e em tudo foi aprendiz - engatinhou, deu os primeiros passos, caiu, chorou, cresceu.
Aos doze já ensinava o que muitos com 8o anos não haviam ainda aprendido e o que muitos jamais aprenderam. Nessa "adultoscência" já entendia que seu pai estava no céu e que aqui estava para fazer a diferença.
Mais a frente fez o melhor vinho aparecer no decorrer de uma festa de casamento; fez cegos de todos os tipos enxergarem a verdade de verdade; fez coxos andarem; mudos falarem. Transformou pescadores despretensiosos em homens poderosos em palavras; cobradores de impostos em evangelistas.
Aos pecadores deu-lhes o perdão; aos sem expectativa, deu-lhes a oportunidade inimaginável de viver; aos marginalizados: o meu reino está dentro de vós; aos adúlteros: eu não lhes condeno; aos arrogantes: eu vim para os doentes e não para os sãos.
Falou a todos quanto quiseram lhe ouvir e modificou a todos por onde passou: indiferença era um sentimento simplesmente impossível diante dele. Ou se lhe amava muito ou se lhe odiava, mas jamais Jesus passou despercebido.
Como todos sabem, decidiram então matar o homem Jesus. Decidiram, por mais curioso que possa parecer, tirar a vida daquele que é a própria vida. Ele que veio para ser luz, mas muitos preferiram ficar em trevas. Ele que por chamar a Deus de Paizinho, foi tido como blasfemador e anátema. Ele que almoçava com os pecadores e se sentava junto aos desprezados; ele que não se importava de lavar os pés dos seus discípulos, nem de não ter lugar perfeitamente acomodado para dormir; ou de ficar horas se despedindo de uma multidão de seguidores famintos por suas palavras. Ele que nunca amou menos alguém do que outro; ele que jamais deixou de oferecer vida. A ele mesmo, quiseram matar.
Foi então traído com um beijo. Foi então fantasiosamente julgado no juri mais forjado, armado e falso de toda a história. Condenado sem crime e sem apresentação de uma prova concreta sequer, sua sentença foi a cruz. A humilhação precisava ser completa e o sofrimento tamanho.
Lhe cuspiram, lhe ofenderam, lhe escarneceram. Bateram no seu rosto, deram-lhe uma coroa de espinhos. Lhe tiraram a roupa; lhe ofereceram uma pesada cruz para carregar. Lhe deram vinagre em vez de água; lhe expuseram ao ridículo e ao opróbrio. Seus amigos desapareceram; seus parentes nem próximo estavam; Maria nada pode fazer a não ser chorar. A dor era imensa, intensa, infindável.
Seu olhar na cruz, alterado pelo sangue e suor, não o impediram contudo de contemplar um dos ladrões que junto dele estava sendo crucificado. Aparentemente sem tempo e esperança de salvação para a sua própria vida, ofereceu perdão para aqueles que não sabiam o que estavam fazendo, e vida eterna para aquele ladrão que consternado com o Cristo ao seu lado se arrependeu em boa hora.
O texto bíblico vai nos detalhar ainda, que Cristo vai expirar e assim morrer na tarde de uma sexta-feira. Santa sexta-feira Batman! A escuridão assola o Gólgota; os indecisos se apavoram; os soldados romanos caem em si diante do absurdo que acabara de acontecer. Mataram o mais inocente de todos os viventes. Jesus não mais respira. Sua boca não diz mais nenhuma doce palavra. Seus olhos não perscrutam mais nenhuma alma. Acabou! Assim alguns acharam.
Mas como a morte poderia vencer aquele que é o autor da vida? A morte não podia derrotar aquele que conhece e é o próprio caminho e que é e age sempre em verdade. O desepero do possível abandono do pai; o desdém covarde de Pilatos e a fala unânime e burra daqueles que tanto quiseram sua morte, parecem sensações vencedoras somente até o terceiro dia.
Por isso, santo mesmo é o domingo seguinte e não a sexta-feira. Por isso, a cruz de cristo em qualquer lugar que se diz Igreja, tem de estar sempre vazia e não com um pedaço de gesso, madeira, bronze ou seilá o que daquilo que dizem ser o Cristo. Por isso, conforme prometido pelo próprio Jesus, Ele ressuscitou e vive para todo o sempre.
Muitos ao olharem para a cruz pensaram, uns felizes, outros mui tristes: É o fim. Todos se enganaram. Foi apenas o começo...
Só vitória no Cristo que é a ressurreição e a vida e garante que quem crê nele, ainda que esteja morto viverá! (João 11,25)