Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Por isso que vivo e não tenho a vergonha de ser feliz;
Canto, canto e canto a beleza de ser um eterno aprendiz.
Pois tudo que criastes é um milagre:
Pensando em mim fizestes a
Via Láctea e os dinossauros
Ainda que eu saiba que
Todos os dias é um vai-e-vem e que a
Vida possa parecer repetida na estação,
com gente que chega pra ficar
e gente que vai pra nunca mais (voltar)
Ainda que vivos queiram ir
E ainda que alguns que já se foram não quisessem partir;
Mesmo assim tem gente que veio só olhar;
gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
são só dois lados
Da mesma viagem
Percebo que a linha do horizonte me distrai:
e dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Mas aonde está você agora, além daqui dentro de mim?
Eu é que brinco acreditando que
Foi só o tempo que errou e que
Vai ser difícil sem você,
Porque você está comigo o tempo todo
Mas aí, vejo o mar e
existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem
Então, finalmente aprendo que
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
Assim, percebo que olhar só prá dentro
É o maior desperdício
Quando na verdade o amor pode estar
bem Do nosso lado...
Pois o amor é o calor
Que aquece a alma
e tem sabor prá quem bebe
a sua água...
Só vitória, no Deus que fez tudo pensando em nós, com o amor que aquece nossa alma; que nos faz acreditar que a vida realmente pode ser muito melhor, mesmo sendo cada dia um vai-e-vem onde os eternos aprendizes se esfrorçam em viver – olhar só para dentro é o maior desperdício mesmo, a não ser que enxerguemos o Reino dele Dentro de nós (Lc 17,21)...
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
O mundo mudou muito, mas as pessoas...
Parece ser inquestionável e estar mais do que evidente, que o mundo no qual hoje vivemos situa-se em muitos aspectos, completamente distante do mundo em que nossos pais viveram na infância e muito mais do que todo o homem da antiguidade presenciou. Fato porém, em toda esta perspectiva, é também a clara e evidente manutenção do status quo da humanidade durante todos esses anos.
Tudo bem que o mundo tenha mudado tanto e que hoje se compre até casa e carro pela internet, sem se sair da própria cama. Tudo bem que hoje o futebol é mais veloz, os jogos são transmitidos a cores e cobertos por mais de 30 câmeras. Tudo bem que ter televisão em casa hoje, não significa mais nada e que as notícias chegam praticamente em tempo real e vindas de todos para todos. Mas uma coisa só mudou aparentemente. Uma coisa só mudou - se é que podemos chamar isso de mudança - na forma de se vestir, de comer, talvez de viver. Todavia, na essência, no cerne, o homem continua sendo o mesmo miserável da graça de sempre.
Nesse mundo transformador e transformado, as pessoas que acham fazê-lo, na verdade são é feitas por ele. Continuam tão iguais, que ainda fazem aniversário e funeral; continuam vivendo, reproduzindo e morrendo. E por falar em morte, poucas vezes fiquei tão decepcionado, triste e embasbacado com a morte de algum conhecido desconhecido, como com a morte de Michael. Havia ficado assim apenas com o Ayrton Senna da Silva. E olha que não era fã do Jackson, não tenho, nem nunca tive nenhum cd ou dvd dele. Nem lembro a última vez que havia sequer ouvido uma de suas músicas. Todavia, quando recebi a notícia de que ele havia realmente morrido, simplesmente não acreditei. Como uma pessoa que sequer viveu, poderia morrer? E não digo em relação aos poucos anos (apenas 50) - digo sim em relação à vida de tristeza, decepção, dependência e vazio com que o bilionário astro se cercava.
A prova de que o mundo mudou está também na morte e na vida. Nos aniversários, mandamos mensagens instantâneas ou até mesmo somos lembrados forçosamente pela internet de que hoje é o dia da festa de determinado contato - é, as pessoas se tornaram contatos, adicionados, amigos, conhecidos, enfim, mas ainda assim pessoas. Sobre a morte, vejamos o tão comentado caso lamentável do Michael - seu funeral será um dos mais famosos e vistos de toda a história. E por mais que ele tenha sido tudo isso, quem foi ele em comparação a um Paulo da vida, ou a um Moisés, ou até mesmo em relação a Cristo? Sem fanatismos xiitas, ou comparações fundamentalistas grotescas, apenas quero destacar que Paulo tem sua morte como um mistério, mas seu funeral sem nenhuma divulgação até hoje. Já Moisés, não teve nem sequer o corpo encontrado e Cristo, o incomparável, dizem uns loucos cristãos (no qual prazerosamente me incluo), que ressuscitou e assim sendo, também não temos corpo, muito menos local exato de seu "sepultamento temporário".
O mundo mudou muito sim, mas as pessoas continuam as mesmas. Brincando com a morte dos outros; fazendo mais notícia e piada do que lamentando as perdas - enfim, rindo das desgraças alheias. O mundo mudou muito sim e apesar de hoje quererem nos fazer engolir garganta abaixo que modernidade é sinônimo de aceitação ao homosexualismo, produções de filhos em laboratório e de forma "independente", por mães mal amadas e coisas afins; as pessoas permanecem as mesmas e de Adão aos dias atuais, continuam destituídas da glória de Deus (Rm 3,23), pois não há um justo sequer. Porém, sorte a nossa que temos ainda a Cristo - esse sim, ser imutável, que continua salvando a todos quanto creem em seu nome (Jo 1,12). Pois como diz e garante a sua infalível Palavra: todo aquele que invocar o nome de Cristo será salvo!(Rm 10,13)
Só vitória!
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